Control, ou quando Ian não estava no controle de novo.

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Control (2007) é um filme dirigido por Anton Corbijin e estrelado, brilhantemente, por Sam Riley no papel de Ian Curtis, vocalista da banda Joy Division, e uma das figuras centrais no movimento musical Pós Punk, mostrando sua vida pessoal, relacionamentos e traições, trajetória artística, desilusões e finalmente seu suicídio. Inclusive fica o aviso de gatilho, o filme contém a cena, e não é necessariamente um spoiler, levando em conta que isso é um acontecimento real e marcante para a banda e seus fãs.

O filme se inicia com uma belíssima fotografia em preto e branco (como possivelmente Ian vê sua vida sem cores de jovem inglês classe média) do Diretor de Fotografia Martin Ruhe, mostrando um Ian jovem, em sua pequena cidade de Macclesfield, na Inglaterra. Desde o início se é apresentado um Ian introspectivo, que escreve poesia em seu quarto, possivelmente influenciado pelos escritores da era Beatnik, onde podemos ver alguns deles nas sua prateleira de livros, e tem sua parede lotada de pôsteres de seus ídolos, figuras como Bowie e Lou Reed, ao mesmo tempo que ele passa horas ouvindo suas músicas. Ian também sai com seu amigo para roubar remédios e se drogar. Em um desses dias esse amigo apresenta sua namorada Debby, ao qual iria trair seu namorado com Ian, e não muito tempo depois iriam se casar.

O filme nunca julga a atitude de seus personagens, ele prefere deixar seus personagens falarem por si, sem nunca cair nas pieguices hollywoodianas de se transformar em um melodrama, criando um estudo de personagem ao mesmo tempo que não glorifica as atitudes de Ian, transformando em um ser humano, algo que recorrentemente é esquecido por seus ouvintes, criando um culto à personalidade.

O filme pode ser um tanto lento para alguns, principalmente quem não é um grande fã de Joy Division ou até mesmo da cena pós-punk, pois o filme se importa muito mais pela ambientação e sensibilidade de suas cenas, sempre capturando elas como quadros, como a capa de Closer. Cria-se infelizmente algumas barrigas. Em pró da poesia visual o ritmo pode ser um pouco cansativo, mas nada que atrapalhe a experiência, são pequenos problemas para uma obra rica, cheia de qualidades, como as atuações de Sam, que traz um Ian rico, conseguindo capturar não só os trejeitos, mas as emoções de um personagem conturbado emocionalmente. O mesmo vale para Samantha Morton, que faz Debbie, já que a relação de ambos é trabalhada ao excesso. Os outros atores não são tão bons quanto, tirando Craig como o apresentador Tony Wilson e Toby Kebbell como o produtor Rob Gretton.

Control é a trajetória de desilusão um dos grandes músicos de sua época, trazendo não só seus conflitos pessoais, mas sua visão poética que influencia milhares de artistas até hoje, que deixou marcas no gótico e industrial, além da forte identificação pessoal de todos aqueles que se perderam em prazeres desconhecidos.

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