Evangelion 3.0+1.01 Thrice Upon a Time

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Evangelion 3.0+1.01 é o quarto e último filme da saga Rebuild, saga que continua o anime/filme ao mesmo tempo que dá um reboot. Continuando por onde o 3.0 parou, vemos Shinji, logo após quase criar o terceiro impacto, em um deserto junto de Rei e Asuka, tentando lidar com os acontecimentos do filme passado.

O quarto filme é, senão o oposto do clima de desolação do terceiro, uma reimaginação do The End em muitos pontos. No seu início vemos ainda um Shinji passando pelos traumas, mas também uma vila que mesmo no quase fim do mundo, carrega o melhor do ser humano. A personagem da Rei tem um maior destaque, e é junto delas que reaprendemos coisas simples e boas da vida e seus relacionamentos.

Hideaki propõem uma visão mais positiva da vida, é um filme bem mais leve que qualquer outra coisa que já saiu de Evangelion. A personagem da Rei, como dito antes, tem maior destaque, e é muito bom ver o seu aproveitamento,e pela visão dela vemos o funcionamento desse mundo. Alguns personagens voltam, como Toji e Kensuke, já adultos e mostrando um lado mais doce daquele mundo quase inóspito.

Todo o visual do filme é único num sentido literal. O uso de 3D cria texturas que tomam a tela e dão situações incríveis. Seja na vila com seus objetos voadores, seja nas cenas finais em um espetáculo ala psicodélico, o visual desse filme tem uma identidade própria. As ambientações são espetáculos visuais por si só, mas Hideaki cuida para que não só elas ditem a atmosfera e ritmo do filme.

O som é outro ponto importante, seja nas músicas ou nos próprios efeitos sonoros. É interessante pensar que em muitas cenas, por exemplo, a invasão à Antártida, que poderiam ter um clima pesado, tem um tom épico por causa da trilha. Shiro Sagisu entende qual trilha é necessária para compor cada momento, desde a euforia até o momento mais introspectivo.

As animações são super fluidas, talvez entre os quatro filmes, esse seja inclusive o mais bonito e que tenha as melhores cenas de batalhas. Os personagens, EVA’s, Anjos, tudo brilha aos olhos em suas movimentações, basta ver como são as batalhas em meio aos cenários sendo destruídos e aos anjos dilacerados.

Entre batalhas e a vida dos personagens, existem muitos momentos que perpassam o surreal. Mesmo em um mundo que desafia os limites constantes da realidade, até os personagens parecem perplexos com certas situações absurdas. É nesses momentos que a meta-narrativa de Evangelion brilha e nos faz entender que mesmo vinte e seis anos depois, ele ainda continua relevante.

O último filme da saga Rebuild consegue finalizar a altura do The End ao mesmo tempo que traz coisas novas a saga. O amor que todos realizadores têm a série transpira a cada frame, seja pela arte, seja pela própria história. É um projeto bastante maduro e que espera que seu público também tenha amadurecido. Como adeus, Evangelion deixa sua marca, mais uma vez, na história das animações.

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