Resenha: Quase Famosos

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(A versão ao qual escrevo é a estendida, também conhecida como Bootleg Cut, com trinta e cinco minutos a mais de conteúdo)

Quase Famosos (2000) é um filme semi biográfico do seu realizador, Cameron Crowe, que conta a história do adolescente William Miller (Patrick Fugit), que após começar a escrever artigos para uma revista local, é chamado pela Rolling Stone para fazer um artigo sobre a banda Stillwater.

O filme é um Road Movie e um Coming of age de Miller, com Miller amadurecendo e conhecendo não só as aventuras de se viajar com uma banda, mas também as dificuldades de se conviver com uma enquanto crítico. Também se conhece a dificuldade de uma banda pequena em ascensão, lidando tanto com a luta pela ascensão quanto com as relações pessoais e românticas de cada membro.

Os atores esbanjam carisma, com alguns nomes como Frances McDormand, Philip Seymour Hoffman, Anna Paquin, Billy Crudup e Kate Hudson, que fazem um show de atuações, cada um encarnando sua persona e provavelmente se divertindo bastante em tela. Inclusive Billy faz Russel, o guitarrista da Stillwater que demonstra estar em conflito tanto com a banda, uma vez que suas habilidades musicais já à superaram, quanto com seu coração, que adora a jovem misteriosa Penny Lane, que mantém um romance infiel com ele.

Quase Famosos mostra essa época de ouro do rock, sua direção segura e uma montagem dinâmica são calorosas, mantendo um ritmo de diversão que provavelmente deveria ser o que Crowe sentiu em sua época. Inclusive a cena em que Miller ouve um disco de rock pela primeira vez é bem simbólica, ele acaba ouvindo Tommy do The Who, um disco sobre liberdade e autoconhecimento.

Se tratando de um filme que é abertamente uma carta de amor ao Rock, a trilha sonora não poderia ser outra. Desde Iggy Pop, The Who, Black Sabbath, até mesmo canções originais escritas pelo próprio Crowe e sua equipe. A trilha sonora não só está ali pra dar um clima, mas também muitas vezes é o que dita o ritmo, além de que há milhões e milhões de referências e discussões entre os personagens a grandes ícones do Rock.

Outro acerto são os diálogos, as conversas muitas vezes casuais dos personagens, acabam sendo sempre muito humoradas, há uma naturalidade ala Linklater. Nem todos personagens são devidamente desenvolvidos, mas todos eles são pessoas que possivelmente você iria passar horas discutindo sobre música e tomando uma cerveja no bar. Até mesmo as intrigas são divertidas, uma cena de turbulência, ao qual deveria ser totalmente tensa, é ao mesmo tempo dosada com muito humor, em que meio a desabafos e desentendimentos, rimos de alguns absurdos dito.

Quase Famosos é um filme leve e uma grande carta de amor ao Rock, mas também um filme que permite a gente olhar através de uma janela temporal ao qual não nos é possível mais vivenciar. Você se sente próximo de Miller e os Stillwater, assim como se apaixona pela lindíssima Penny Lane. Quase Famosos não é um filme sobre o que é ou não é rock, por mais que alguns personagens possam debater, mas sim sobre curtir e se aventurar, seja no papel do músico ou crítico, ambos lutando para perdurar sua arte ou só pra ter quinze minutos de fama, mas é o Rock que move a todos nesse grande espetáculo chamado Quase Famosos.

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