Sid e Nancy: O Amor Mata

Compartilhe
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on pinterest
Share on linkedin
Share on email

Sid e Nancy: O Amor Mata (1986) é o clássico filme sobre o relacionamento conturbado de, bem, Sid e Nancy. Dirigido por Alex Cox e estrelado por Gary Oldman como Sid e Chloe Webb como Nancy, o filme abre com Sid sendo detido pelo assassinato de Nancy e quando ele vai dar seu depoimento, o filme pula para momento antes de eles se conhecerem.

O filme está muito mais preocupado com estilo do que de fato com a história. Há passagens bastante duras sobre vício e relacionamento abusivo, mas em seguida cenas romantizadas sobrepõem o que havia sido mostrado antes. Mesmo nos momentos abusivos e nos problemas com drogas, o filme lança cenas super românticas e estilizadas dos dois, reconhecendo que há problemas, mas nunca condenando o relacionamento.

Estilo é algo que não falta nesse filme, seja com a cena punk sendo retratada, seja pelos acontecimentos absurdos que acontecem de fundo nas cenas. Tudo é uma bagunça em tela e sujo demais, chega a ser charmoso pela sua feiura visual e ele parece ter consciência desse fato.

Gary Oldman não só brilha no papel de Sid, mas como consegue realmente parecer com o jovem Vicious, Chloe como Nancy também é idêntica, mas infelizmente sua atuação é muito exagerada, não há nenhuma sutileza. Ainda sim existe uma química com os atores, principalmente nos seus momentos mais intimistas, é como se eles fossem ligados por uma falta de perspectiva.

O relacionamento de Sid com os Sex Pistols é mostrado, desde a amizade com Johnny até o rompimento com a banda, mas não é o foco do filme. A banda e Sid tem seus momentos, inclusive os shows, mostrando a persona de Sid no palco e também seus problemas com a banda, seja pelo abuso de drogas ou pela sua falta de responsabilidade.

Nancy sempre está em tela com Sid, mas Chloe infelizmente tem uma atuação péssima, e o roteiro quase sempre mostra ela como uma doida, como se a culpa fosse dela do Sid ser quem é, como se ele fosse uma vítima. As agressões dele quase nunca tem peso, inclusive no assassinato. Mesmo que tu sinta a culpa dele, o filme consegue romantizar o relacionamento.

Roger Deakins assina a fotografia do filme, e é interessante ver como a carreira dele evoluiu com o tempo, aqui nesse filme ainda não se vê a assinatura dele, mas ainda sim tem seus momentos. A edição de David Martin é funcional, não é muito inspirada mas serve para o propósito de dar continuidade às cenas.

Como um filme sobre o relacionamento, ele tem um olhar maniqueísta sobre as atitudes dos personagens, principalmente em passar pano pra maioria das atitudes de Sid e quase sempre jogar a culpa em Nancy. Ainda consegue capturar momentos intimistas de fraquezas e também os absurdos da cena punk de sua época, mas peca ao romantizar um relacionamento tão abusivo que terminou de forma trágica.

Compartilhe
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on pinterest
Share on linkedin
Share on email

Comentários

Plano Mainstream

O Plano Mainstream inclui:

• Item 1
• Item 2
• Item 3
• Item 4
• Item 5
• Item 6

Plano Garage

O Plano Garage inclui:

• Item 1
• Item 2
• Item 3
• Item 4
• Item 5
• Item 6